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Marianna Fux nomeada Desembargadora aos 34 anos

Reportagem do jornalista Fernando Molica, no jornal “O Dia”, ontem (10), trata da nomeação da advogada Marianna Fux, filha do ministro do STF Luiz Fux, escolhida para ser a mais nova desembargadora do TJ do Rio de Janeiro, em texto sob o título “Fux impede tramitação de processo contra lei que beneficia magistrados”.

Segunda colocada na lista sêxtupla encaminhada pela OAB-RJ ao Tribunal de Justiça, Marianna ficou em primeiro lugar na votação feita pelos desembargadores beneficiários diretos do pedido de vista feito há quase quatro anos pelo pai da futura colega”, afirma o jornal.

A unção final do nome de Marianna foi feita pelo governador Luiz Fernando Pezão (PMDB).

Sob o título “Suspenso julgamento sobre normas do TJ-RJ“, o blog Interesse Público, editado pelo jornalista Frederico Vasconcelos, da Folha de S. Paulo, publicou em 18 de maio de 2012, que um pedido de vista do ministro Luiz Fux suspendeu o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade, ajuizada no Supremo pela Procuradoria Geral da República questionando a constitucionalidade da Lei nº 5.535/2009 do Estado do Rio de Janeiro, que dispõe sobre a organização da magistratura fluminense.

Em 13 de setembro do ano passado, o jornalista Vasconcelos citou reportagem de Marco Antônio Martins, publicada também na Folha, revelando que o TJ carioca “é a Corte que concede mais auxílios aos seus integrantes entre os Tribunais de Justiça do Sudeste”.

Na ocasião, o TJ-RJ começara a pagar o auxílio-educação. Os magistrados estaduais contavam com auxílio-moradia, auxílio-alimentação, auxílio-creche, auxílio-funeral e auxílio-adoção.

No mesmo ano em que Fux pediu vista na ação movida pela PGR questionando o pagamento de penduricalhos, a então corregedora nacional de Justiça, ministra aposentada Eliana Calmon, fez o seguinte diagnóstico: “No Rio, houve um complô de tal forma que hoje nós temos Tribunais de Justiça, Poder Legislativo e o Executivo todos coniventes com aqueles salários altíssimos pagos aos desembargadores. Isso não pode ser a troco de nada, porque o Rio padece de uma série de deficiências. E nós vamos encontrar o quê? Uma absoluta inação do Poder Judiciário para alguns segmentos, algumas demandas”.

Em julho de 2013, a Folha de S. Paulo também publicou reportagem assinada pelos jornalistas Leandro Colon e Diógenes Campanha, tratando da indicação das advogadas Letícia Mello, filha do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, e Marianna Fux, filha do ministro Luiz Fux, para vagas de desembargadoras pelo Quinto Constitucional nas Justiças federal e estadual, respectivamente.

A reportagem informou, à época, que Marianna trabalhava no escritório do advogado Sérgio Bermudes, amigo de Fux. Este não respondeu aos pedidos de entrevista na ocasião, e as duas candidatas não se manifestaram.

É pecado a indicação?”, perguntou o ministro Marco Aurélio. “É justo que nossos filhos tenham que optar por uma vida de monge?”, questionou.

E a posição da OAB do Rio?

O Espaço Vital pede licença para suscitar um detalhe como complemento aos bens lançados informes dos jornalistas da Folha.

                             Como direito de pergunta, deseja-se saber:

         o que pensa a OAB do Rio de Janeiro, que foi quem legitimou a pretensão de Marianna Fux,

      ao inclui-la na lista sêxtupla? Afinal, foi o primeiro passo para que, na segunda-feira passada,

    ela fosse inserida na lista tríplice do TJ carioca e, poucas horas depois, ungida pelo governador Luiz       Fernando Pezão?marianna-fux-original

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